(11) 3283-2018

Mielomeningocele (MMC) ou Espinha Bífida

Diagnóstico

A Espinha Bífida Aberta ou Mielomeningocele é a anomalia congênita mais comum do sistema nervoso central. Apresenta uma incidência aproximada de 1/1000 nascidos vivos no Brasil. É uma anomalia compatível com a vida e consiste em uma abertura na coluna (arco vetebral) do feto por onde ocorre a exposição das raízes nervosas da medula ao líquido amniótico. Sem a proteção de uma pele normal, este tecido nervoso sofre novo dano secundário à exposição ao líquido amniótico e trauma contra a parede uterina. Pode levar à paralisia dos membros inferiores, atraso no desenvolvimento intelectual, alterações intestinais, urinárias e ortopédicas.

A lesão na coluna pode estar associada a uma lesão cerebral denominada Malformação de Arnold Chiari II, caracterizada por um formato da cabeça que se assemelha a um limão, acumúlo de líquido no pólo cefálico (ventriculomegalia) e alteração do cerebelo (estrutura responsável pelo equilíbio) que assume o formato de banana.

A ultrassonografia morfológica fetal de 1º trimestre (realizada entre 11 a 13 semanas e 6 dias de gravidez) tem como objetivo realizar um rastreamento para Síndrome de Down mas também permite rastrear a espinha bífida. Fetos com o defeito na coluna apresentam o desaparecimento de uma cavidade dentro do cérebro denominada translucência intra-craniana (região correspondente ao quarto ventrículo). O rastreamento precoce permite o aconselhamento do casal, discussão sobre as formas possíveis de tratamento e programação da correção cirúrgica intra-uterina nos casos selecionados.

Nos casos em que o diagnóstico não foi suspeitado no 3o mês da gestação, ele será realizado a partir do segundo trimestre, frequentemente no exame morfológico do 2o trimestre, com a visibilização direta do defeito na coluna e das alterações cerebrais associadas.

Diferentes tipos de defeito de fechamento da coluna do feto: feto em vista lateral com demonstração da coluna e fossa posterior do cérebro; ao lado direito, o esquema da falha de fechamento da coluna com herniação da meninge (meningocele); abaixo desta a raquisquise: defeito de fechamento com exposição com exposição da medula e das raízes nervosas em cobertura das meninges; ao lado esquerdo dessa além das meninges, herniação de medulas e raízes nervosas

Diagnóstico

A Espinha Bífida ou Mielomeningocele é a anomalia congênita mais comum do sistema nervoso central. Apresenta uma incidência aproximada de 1/1000 nascidos vivos no Brasil. É uma anomalia compatível com a vida e consiste em uma abertura na coluna (arco vetebral) do feto por onde ocorre a exposição das raízes nervosas da medula ao líquido amniótico. Sem a proteção de uma pele normal, este tecido nervoso sofre novo dano secundário à exposição ao líquido amniótico e trauma contra a parede uterina. Pode levar à paralisia dos membros inferiores, atraso no desenvolvimento intelectual, alterações intestinais, urinárias e ortopédicas.

A lesão na coluna pode estar associada a uma lesão cerebral denominada Malformação de Arnold Chiari II, caracterizada por um formato da cabeça que se assemelha a um limão, acumúlo de líquido no pólo cefálico (ventriculomegalia) e alteração do cerebelo (estrutura responsável pelo equilíbio) que assume o formato de banana.

A ultrassonografia morfológica fetal de 1º trimestre (realizada entre 11 a 13 semanas e 6 dias de gravidez) tem como objetivo realizar um rastreamento para Síndrome de Down mas também permite rastrear a espinha bífida. Fetos com o defeito na coluna apresentam o desaparecimento de uma cavidade dentro do cérebro denominada translucência intra-craniana (região correspondente ao quarto ventrículo). O rastreamento precoce permite o aconselhamento do casal, discussão sobre as formas possíveis de tratamento e programação da correção cirúrgica intra-uterina nos casos selecionados.

Nos casos em que o diagnóstico não foi suspeitado no 3o mês da gestação, ele será realizado a partir do segundo trimestre, frequentemente no exame morfológico do 2o trimestre, com a visibilização direta do defeito na coluna e das alterações cerebrais associadas.

Diferentes tipos de defeito de fechamento da coluna do feto: feto em vista lateral com demonstração da coluna e fossa posterior do cérebro; ao lado direito, o esquema da falha de fechamento da coluna com herniação da meninge (meningocele); abaixo desta a raquisquise: defeito de fechamento com exposição com exposição da medula e das raízes nervosas em cobertura das meninges; ao lado esquerdo dessa além das meninges, herniação de medulas e raízes nervosas

Tratamentos

Até alguns anos atrás, a correção da espinha bífida era realizada apenas após o nascimento. Aproximadamente 80% das crianças operadas no período neonatal necessitavam de cirurgias para colocação de drenos (drenos ventrículo-peritoneais) no cérebro. Grande parte desses bebês, precisavam de cirurgias repetidas que levavam a uma progressiva redução da capacidade intelectual e altas taxas de óbito de até 15% dessas crianças até o 5o ano de vida.

Em 2011, foi publicado um elaborado trabalho científico nos EUA (ensaio clinico randomizado, nível I de evidência científica) chamado de MOMs trial (Management of Myelomeningocele study)1cujos resultados demostraram que os bebês com espinha bífida poderiam ser tratados ainda dentro do útero por cirurgia aberta (técnica demostrada ao lado). Esses bebês evoluíram com significativo aumento na chance de deambular, melhora significativa no desenvolvimento intelectual e menor necessidade de colocação de drenos cerebrais após o nascimento. Desde então, o tratamento intra-uterino por cirurgia aberta no útero tem sido o tratamento de escolha para fetos selecionados com espinha bífida.

Porém, nem todos os bebes podem ser operados durante a gestação. Existem algumas indicações específicas entre elas, a idade gestacional entre 19 e 26 semanas, aberturas na coluna localizadas entre a primeira vértebra torácica e primeira vértebra sacral, presença de alterações cerebrais associadas (Chiari II) e ausência de outras malformações fetais ou síndromes graves.

O grupo de cirurgia fetal do Centro de Medicina Fetal Gestar e da Rede Gestar de Medicina Materno-Fetal, coordenado pelo Dr. Fábio Peralta, realiza a cirurgia para correção espinha bífida aberta. A técnica cirurgica realizada pelo nosso grupo é uma técnica semelhante a descrita pelo MOMS trial mas aprimorada de forma a diminuir os riscos maternos e o parto prematuro. A técnica tradicional consiste em uma cirurgia aberta com uma incisão no útero de 6-8 cm de extensão.  A nossa técnica modificada e publicada internacionalmente, denominada correção da mielomeningocele fetal por mini-histerotomia2, reduz a extensão da incisão uterina para 2,5 cm, o que consequentemente diminui os riscos maternos da cirurgia, mantendo os mesmos benefícios para o feto.

Outras técnicas têm sido desenvolvidas para a correção da espinha bífida, entre elas a correção endoscópica por fetoscopia. Até o momento, essa é uma técnica de caráter experimental, sem benefícios neurológicos comprovados e que ainda requer estudos bem conduzidos.

Vista lateral da cabeça e pescoço fetal no 1º trimestre da gestação com a anatomia normal, não alterada, das estruturas posteriores do cérebro fetal
Na parte superior à esquerda, vista lateral da cabeça e parte superior da coluna. Internamente se observa herniação do tronco cerebral e cerebelo; à direita: vista axial do cerebelo herniado (formato de "banana"); abaixo: vista lateral da coluna. observa-se a protrusão das meninges formando a mielomeningocele (bolha escura acima da coluna)

Tratamentos

Até alguns anos atrás, a correção da espinha bífida era realizada apenas após o nascimento. Aproximadamente 80% das crianças operadas no período neonatal necessitavam de cirurgias para colocação de drenos (drenos ventrículo-peritoneais) no cérebro. Grande parte desses bebês, precisavam de cirurgias repetidas que levavam a uma progressiva redução da capacidade intelectual e altas taxas de óbito de até 15% dessas crianças até o 5o ano de vida.

Em 2011, foi publicado um elaborado trabalho científico nos EUA (ensaio clinico randomizado, nível I de evidência científica) chamado de MOMs trial (Management of Myelomeningocele study)1cujos resultados demostraram que os bebês com espinha bífida poderiam ser tratados ainda dentro do útero por cirurgia aberta (técnica demostrada ao lado). Esses bebês evoluíram com significativo aumento na chance de deambular, melhora significativa no desenvolvimento intelectual e menor necessidade de colocação de drenos cerebrais após o nascimento. Desde então, o tratamento intra-uterino por cirurgia aberta no útero tem sido o tratamento de escolha para fetos selecionados com espinha bífida.

Porém, nem todos os bebes podem ser operados durante a gestação. Existem algumas indicações específicas entre elas, a idade gestacional entre 19 e 26 semanas, aberturas na coluna localizadas entre a primeira vértebra torácica e primeira vértebra sacral, presença de alterações cerebrais associadas (Chiari II) e ausência de outras malformações fetais ou síndromes graves.

O grupo de cirurgia fetal do Centro de Medicina Fetal Gestar e da Rede Gestar de Medicina Materno-Fetal, coordenado pelo Dr. Fábio Peralta, realiza a cirurgia para correção espinha bífida aberta. A técnica cirurgica realizada pelo nosso grupo é uma técnica semelhante a descrita pelo MOMS trial mas aprimorada de forma a diminuir os riscos maternos e o parto prematuro. A técnica tradicional consiste em uma cirurgia aberta com uma incisão no útero de 6-8 cm de extensão.  A nossa técnica modificada e publicada internacionalmente, denominada correção da mielomeningocele fetal por mini-histerotomia2, reduz a extensão da incisão uterina para 2,5 cm, o que consequentemente diminui os riscos maternos da cirurgia, mantendo os mesmos benefícios para o feto.

Outras técnicas têm sido desenvolvidas para a correção da espinha bífida, entre elas a correção endoscópica por fetoscopia. Até o momento, essa é uma técnica de caráter experimental, sem benefícios neurológicos comprovados e que ainda requer estudos bem conduzidos.

Vista lateral da cabeça e pescoço fetal no 1º trimestre da gestação com a anatomia normal, não alterada, das estruturas posteriores do cérebro fetal
Na parte superior à esquerda, vista lateral da cabeça e parte superior da coluna. Internamente se observa herniação do tronco cerebral e cerebelo; à direita: vista axial do cerebelo herniado (formato de "banana"); abaixo: vista lateral da coluna. observa-se a protrusão das meninges formando a mielomeningocele (bolha escura acima da coluna)
Dr. Fabio Peralta

Agende seu Exame com o Dr. Fábio Peralta

Assista aos vídeos gravados pelo Dr. Fábio Peralta, que explica sobre a Mielomeningocele

O que é a Mielomeningocele ou Espinha Bífida Aberta

Quando e como diagnosticar a Mielomeningocele ou Espinha Bífida Aberta

Por que operar o feto com Mielomeningocele ou Espinha Bífida Aberta

Qual técnica utilizar para a cirurgia de Mielomeningocele?

Pós-Natal ou Pré-Natal, quando operar a Mielomeningocele?

Mielomeningocele, operar com 26 ou 19 semanas, qual a diferença?

Como prevenir a Mielomeningocele?

Notícias e Lives sobre Cirurgias Fetais

24/06/2021: Ricardo Nunes, Prefeito de São Paulo, anuncia a primeira cirurgia intrauterina na rede municipal (SUS) realizada pela equipe do Dr. Fabio Peralta
(clique para assistir)

29/11/2021: CNN Brasil Soft Sinais Vitais com Dr. Roberto Kalil: Dr. Fábio Peralta fala sobreos avanços da Medicina Fetal,

Dr. Fabio Peralta apresenta artigo sobre mini-histerectomia no 8º Congresso Mundial de Medicina Perinatal

26/06/2021: Dr. Fabio Peralta apresenta artigo sobre mini-histeroctomia no 8º Congresso Mundial de Medicina Perinatal

Artigos Científicos sobre Mielomeningocele

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